A seleção nacional conquistou o primeiro título da sua história, ao vencer a França por 1-0, após prolongamento, na final do Euro 2016. Aquele glorioso golo de Éder, aos 109 minutos, derrubou os gauleses e transformou o nosso Portugal no novo e inédito campeão europeu. Sendo o futebol um desporto de massas, proclamado por muitos como o "desporto rei", naturalmente que esta vitória se tornou o acontecimento desportivo de maior destaque das últimas décadas. Vejamos então aqui um registo resumido de como tudo se passou:
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A história da final de Paris conta-se com sangue, suor e muitas lágrimas. Portugal venceu o jogo com um golo de Éder, apontado já na segunda parte do prolongamento. A partida ficou marcada pela lesão de Cristiano Ronaldo, substituído antes da meia-hora de jogo.
Para aceder ao conjunto de Páginas Temáticas relacionadas com a vitória de Portugal no Campeonato Europeu de futebol deste ano clique aqui. Um registo cronológico de como tudo se passou, desde a fase de qualificações até à vitória final.
Resumo da saga portuguesa no Euro 2016
A selecção venceu o Euro em Paris, cumprindo a profecia adiada desde 2004. De regresso a Portugal, o país parou para aplaudir os campeões europeus, com o hino a ser cantado dezenas de vezes a uma só voz pela selecção. É em momentos como estes que até as dúvidas dos mais céticos se desvanecem no que diz respeito à grandiosidade deste povo, fazendo cada vez mais sentido a expressão escolhida para o título deste blog.
Cristiano Ronaldo foi premiado pela terceira vez na sua carreira com a Bola de Ouro da FIFA, sendo considerado o melhor jogador de 2014, vencendo o guarda-redes alemão Manuel Neuer e o argentino Lionel Messi.
Três semanas antes, Ronaldo tinha sido campeão pela segunda vez do Mundial de Clubes, que foi disputado em Marrocos. Ronaldo acabou por não marcar nenhum golo durante a competição, mas recebeu a Bola de Prata como segundo melhor jogador do Mundial.
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Recorde-se que o "CR7" já tinha sido distinguido como o melhor jogador de futebol do mundo em 2008 e 2013. Com uma lista quase infindável de premiações, tanto coletivas como individuais, destacava-se também o facto de ser o único jogador que já a ganhou por quatro vezes a "Bota de Ouro", em 2008, 2011, 2014 e 2015.
Na cerimónia de entrega da Bola de Ouro de 2014, realizada a 12 de Janeiro de 2015, o craque proferiu este discurso, antes do final grito do guerreiro. Palavras com um vocabulário simples mas cheias de emoção e garra de um lutador, alguém com objetivos bem definidos e uma força de vontade exemplar.
Entrega da Bola de Ouro 2014 (12/01/2015)
É em momentos como este que Cristiano Ronaldo evidencia e personifica a razão do título deste blog. Dizer-se que "Portugal é Glorioso" não será apenas uma figura de retórica, temos evidências disso todos os dias pois este povo está recheado de Ronaldos nas mais diversas áreas, pessoas que vão à luta, por muito que essa luta seja dura, certamente que se for enfrentada com vigor, empenho e determinação dará muitos bons frutos.
Homem que faz soar o nome de Portugal além fronteiras, José Mourinho é mais do que um simples treinador de futebol, personifica a excelência na gestão de homens de topo num sector tão competitivo como este. Conta com uma quase infindável lista de títulos, atingindo um lugar de topo a nível mundial.
Em 2003 e 2004 foi considerado o melhor treinador do ano pela UEFA, semelhante galardão pela IFFHS em 2004, 2005, 2010 e 2012; personalidade/treinador do ano pela BBC em 2005; treinador do ano em 2011 pela Rolling Stone; enfim, estes sāo apenas alguns dos títulos da lista.
Desta vez, tinha sido o eleito para inaugurar o título de melhor treinador do mundo pela FIFA, referente ao ano de 2010 pelo seu trabalho desempenhado na Internazionale e no Real Madrid.
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Treinador do Ano da FIFA é um prémio dado anualmente ao melhor treinador do ano que passou. A votação é feita entre os técnicos e capitães das seleções e jornalistas ao redor do mundo. O Prémio surgiu em 2010, após a junção do prémio da Bola de Ouro com o de Jogador do Ano da FIFA, e foi entregue na cerimónia FIFA Bola de Ouro 2010. O "manager" português José Mourinho foi o primeiro a receber o prémio, pelo trabalho desempenhado na Internazionale e no Real Madrid.
José Mourinho é eleito o melhor técnico do mundo (10/01/2011)
Catapultado para o sucesso, Mourinho tornou-se um deus no Chelsea onde foi bicampeão nacional; uma passagem pelo Inter de Milão onde voltou a vencer a Champions; e uma passagem pelo Real Madrid onde vence a liga contra o todo poderoso Barcelona de Guardiola. Agora de volta ao Chelsea, tende de novo levar o clube londrino às vitórias.
José Mourinho - Ser Mourinho (30-10-2005)
No Reino Unido popularizou-se a alcunha de "The Special One" depois de se auto intitular desse modo na sua primeira entrevista como treinador do Chelsea. Em Itália ficou conhecido como "Lo Speciale" e em Espanha como "El Especial".
Como já afirmou, o seu desejo é um dia conquistar um título importante sob a gestão da Seleção Portuguesa... ficamos então à espera que este "orgulhoso português" o concretize.
Nascido em Moçambique durante a época colonial. Eusébio da Silva Ferreira é o maior ídolo do Benfica e um dos melhores futebolistas de todos os tempos pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFHHS), especialistas e fãs. Recebeu a alcunha de "Pantera Negra". Eusébio ajudou a Seleção Nacional Portuguesa a alcançar o terceiro lugar no Campeonato do Mundo de 1966, sendo o maior marcador da competição (recebendo a Bota de Ouro), com 9 golos. Ganhou a Bola de Ouro em 1965 e ficou em segundo lugar na atribuição da mesma em 1962 e 1966.
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A Bota de Ouro é um prémio atribuído pela European Sports Media para galardoar o goleador dos campeonatos dos países membros. O título começou por ser atribuído a partir da época de 1967-68 pela revista francesa L'Équipe e Eusébio foi o primeiro galardoado com este prestigioso prémio (façanha que mais tarde repetiu em 1973).
Eusébio jogou pelo Sport Lisboa e Benfica 15 dos seus 22 anos como jogador de futebol, sendo associado principalmente ao clube português, e é o melhor marcador de sempre da equipa, com 638 golos em 614 partidas oficiais. No Benfica ganhou 11 Campeonatos Nacionais (1960-1961, 1962-1963, 1963-1964, 1964-1965, 1966-1967, 1967-1968, 1968-1969, 1970-1971, 1971-1972, 1972-1973 e 1974-1975), 5 Taças de Portugal (1961-1962, 1963-1964, 1968-1969, 1969-1970 e 1971-1972), 1 Taça dos Campeões Europeus (1961-1962) e ajudou a alcançar mais três finais da Taça dos Campeões Europeus (1962-1963, 1964-1965 e 1967-1968). Foi o maior marcador da Taça dos Campeões Europeus em 1965, 1966 e 1968. Ganhou ainda a Bola de Prata sete vezes (recorde nacional) em 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1970 e 1973.
Alcunhado de O Pantera Negra, A Pérola Negra, e King, Eusébio marcou 733 golos em 745 partidas oficiais na sua carreira. Era conhecido pela sua velocidade, técnica, atleticismo e pelo seu poderoso e preciso remate de pé direito, tornando-o num prolífico goleador e num dos melhores marcadores de todos os tempos. O nome de Eusébio aparece muitas vezes nas listas e votações de melhores jogadores de futebol de sempre feitas pelos críticos de futebol e fãs. Foi eleito o nono melhor jogador de futebol do século XX numa pesquisa realizada pela IFFHS. Faz parte da lista dos 50 melhores jogadores de todos os tempos do Planète Foot, ficou no 8.º lugar da lista "Os melhores do século XX" elaborada pela revista Placar e foi eleito o décimo melhor jogador de futebol do século XX numa pesquisa realizada pela revista World Soccer.
Obrigado Eusébio!
Em Novembro de 2003, para comemorar o Jubileu da UEFA, foi escolhido como o jogador de ouro de Portugal pela Federação Portuguesa de Futebol como o seu melhor jogador dos últimos 50 anos.
Eles nunca tinham disputado um Campeonato do Mundo. Mas, quando o fizeram, foram simplesmente brilhantes e por pouco, mas muito pouco, não levantaram a taça Jules Rimet em pleno estádio de Wembley sob possíveis olhares nada amistosos de sua majestade. Com um futebol exuberante, talentoso e puramente ofensivo, Portugal encantou o mundo no Campeonato de 1966.
Este artigo inclui uma sequência dos eventos da seleção no Mundial de 1966
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Os portugueses desfilaram pelos relvados ingleses com um poder de fogo alucinante e uma estrela acima da média: Eusébio, o Pantera Negra, maior jogador português de todos os tempos. Com nove golos, o atacante veloz, forte e com uma explosão digna do mais feroz felino merecia, como sua seleção, sorte melhor naquele campeonato. Mas, assim como muitas outras equipas, Portugal sucumbiu para um adversário não tão brilhante assim, a Inglaterra, que mais tarde ficaria com o título. No entanto, Portugal deixou sua marca na história e alcançou o terceiro lugar.
passe com o rato na imagem para mais pormenores acerca de cada jogador
Antes mesmo do Campeonato começar, Portugal já tinha muita esperança de classificação para o Mundial inglês de 1966. Ela morava no talento da geração de craques lusitanos naqueles anos sessenta e na organização da federação portuguesa, que colocou no comando da equipa um técnico selecionador, Manuel de Luz Afonso, e outro técnico, de campo, o brasileiro Otto Glória, já famoso no país após títulos conquistados pelo Benfica, Belenenses e Sporting, além de ter sido o próprio Glória, lá no final dos anos cinquenta, a ter começado a montar a maior equipa portuguesa de todos os tempos: o Benfica bicampeão europeu de 1961 e 1962, já sob comando do húngaro Béla Guttmann.
O Goleador de 1966
Com dois comandantes fora das quatro linhas, a equipa começou a tomar forma e tinha como grande estrela o goleador Eusébio, tido pelos portugueses como o “novo Pelé” tamanha a sua qualidade. Ele chutava bem, cabeceava melhor ainda, tinha uma velocidade alucinante e uma explosão até maior que o Rei. Era sublime e um espetáculo a parte ver aquele moçambicano de nascimento jogar.
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Outro craque de Moçambique (colónia portuguesa naquela época) fundamental naquele esquadrão era Mário Coluna, cerebral no meio de campo e capaz de organizar jogadas, dar lançamentos precisos e até mesmo marcar golos. A dupla era muito bem amparada por seus companheiros do Benfica no ataque como José Augusto, Torres e Simões, além dos defensores viris e seguros vindos em grande parte do Sporting, como Hilário, Morais e Baptista, além do goleiro José Pereira e Vicente, ambos do Belenenses.
Hilário - Sporting C.P.
Com a base formada e um futebol ofensivo, Portugal foi à luta por uma vaga no campeonato no grupo 4 das eliminatórias europeias ao lado de Roménia, Turquia e a então vice-campeã mundial Checoslováquia. O grupo não era fácil, mas os encarnados trataram de facilitar as coisas para eles mesmos. Na estreia, em Lisboa, goleada de 5 a 1 sobre a Turquia com três golos de Eusébio.
Nos três jogos seguinte, Eusébio fez simplesmente todos os golos lusitanos no 1-0 sobre a Turquia fora de casa, no 1-0 sobre a Checoslováquia também fora de casa e no 2-1 sobre a Roménia em Lisboa. Em outubro de 1965, um empate sem golos contra a Checoslováquia no estádio das Antas garantiu a Portugal o seu primeiro Campeonato do Mundo. A equipa ainda disputou uma última partida pelas eliminatórias e perdeu para a Roménia, fora de casa, por 2-0. Mas a derrota não abalou nem um pouco os encarnados. Era hora de brilhar pela primeira vez no maior palco do futebol mundial.
[13 de Julho] Portugal fez a sua estreia no Campeonato do Mundo. A equipa jogou diante de quase 30 mil pessoas no Old Trafford, em Manchester, conhecido como o “Teatro dos Sonhos”. E foi lá que começou a trajetória de ouro daquela equipa. Os húngaros, pobres adversários dos lusitanos, nada puderam fazer para conter o ímpeto ofensivo daquela forte equipa. José Augusto abriu o placar com apenas dois minutos de jogo. No segundo tempo, Bene empatou para a Hungria, mas foi mais por sorte que por talento. José Augusto, aos 20 minutos, e Torres, numa de suas cabeçadas características aos 44 minutos, definiram o placar em 3-1.
Portugal 3 - 1 Hungria
[16 de Julho] Portugal mostrou outra vez seu poder de fogo e fez 3-0 na Bulgária, com um golo de Vutsov (contra) aos 17 minutos e Eusébio aos 38 minutos do primeiro tempo e Torres, de novo de cabeça, aos 37 minutos do segundo tempo. Com seis golos a favor, um contra e quatro pontos ganhos (na época, a vitória valia dois pontos), Portugal estava praticamente classificado. Apenas uma derrota de goleada tiraria a equipa da segunda fase. Mas seria preciso encarar um adversário poderoso e místico: o Brasil. Com Pelé.
Portugal 3 - 0 Bulgária
[19 de Julho] No estádio Goodison Park, em Liverpool, países intimamente ligados pela história enfrentaram-se pela primeira vez em Campeonatos do Mundo num jogo marcante e decisivo. Portugal, acredite, era o favorito. O Brasil não era nem sombra da equipa bicampeã do mundo em 1962 e apoiava-se, sobretudo em Pelé, tanto é que o técnico de Portugal, Otto Glória, deixou bem claro na véspera do jogo que os brasileiros não eram tudo aquilo: “O Brasil tem o melhor futebol do mundo, mas essa é uma de suas piores seleções” (Otto Glória).
Portugal 3 - 1 Brasil
Sabendo da fragilidade brasileira, Portugal tratou de marcar Pelé, o único que poderia desequilibrar pelo lado canarinho, e fez o que pôde para travá-lo, nem que fosse à base da porrada – exatamente o que os defensores Vicente e Morais fizeram. Pelé sofreu várias faltas em sequência naquele jogo, sendo as mais ríspidas da dupla portuguesa, cruciais para destroçar o jogador brasileiro, que teve de se arrastar em campo (na época não havia substituições) e nada pôde fazer para ajudar o Brasil. Diante de um adversário com 10 homens, muito nervoso e sem talento algum, Portugal tratou de liquidar depressa o jogo. Simões, aos 15´, aproveitou uma bobeada do goleador Manga e fez 1-0. Eusébio, aos 26 minutos, ampliou. Rildo, aos 28 minutos do segundo tempo, diminuiu para o Brasil, mas Eusébio deixou mais um aos 40 minutos e decretou a vitória portuguesa por 3-1. Os lusitanos comemoraram não só a vitória, mas também o triunfo do “seu Pelé” sobre o original. Naquele dia, o “Pelé português” venceu o brasileiro por 2-0. E ainda por cima eliminou de uma vez os campeões do mundo.
[23 de Julho] No mesmo Goodison Park, em Liverpool, Portugal jogou por uma onda nas semifinais do campeonato contra um adversário surpreendente: a Coreia do Norte, que tinha eliminado de maneira épica a toda poderosa Itália com uma vitória por 1-0, golo de Pak Doo-Ik. Os norte-coreanos já eram a sensação do torneio e confirmaram a fama logo nos primeiros 25 minutos de jogo. Rápidos, alucinantes e frenéticos, os pequeninos coreanos marcaram três golos. Os espectadores do estádio pareciam não acreditar no que viam. Como Portugal, uma seleção mais forte tanto tecnicamente quanto fisicamente, estava a perder para aqueles baixinhos? Pois é, ninguém tinha a resposta. No entanto, uma pessoa em campo parecia tranquila e serena, apenas à espera da hora certa para mostrar as garras: Eusébio.
Portugal 5 - 3 Coreia do Norte
O Pantera Negra, a partir do terceiro golo norte-coreano, começou, sozinho, a reação mais espetacular dos Campeonatos do Mundo. Aos 27 minutos, o craque marcou, de penalti, o primeiro golo português. Aos 42 minutos, outra vez de penalti, o Pantera fez o segundo. Na tempo complementar, Eusébio continuou infernal e a dar arrancadas e mais arrancadas que nenhum daqueles pobres asiáticos podiam alcançar. Numa delas, o craque avançou em direção ao golo e tocou por cobertura para fazer o golo de empate aos 12 minutos. Apenas dois minutos depois, outro pênalti e mais um golo de Eusébio: 4-3. O estádio estava ao rublo. Como os portugueses conseguiram dar a volta de um 0-3 para um 4-3 em tão pouco tempo? Ora, bastava olhar em campo e ver o que jogava Eusébio e o que criava no meio de campo aquele outro ser sublime chamado Mário Coluna. Era um espetáculo. Aos 40 minutos, José Augusto fechou as contas e decretou a espetacular vitória portuguesa: 5-3.
O estádio inteiro aplaudiu de pé a apresentação não só de Portugal, mas também da Coreia, dona de 25 minutos de protagonismo, mas que teve de ver Eusébio e companhia pegarem para si os outros 75. Uma divisão injusta, mas corretíssima para o bem do futebol, que ganhara mais um capítulo saboroso para sua história.
[26 de Julho] Portugal teve pela frente a anfitriã Inglaterra na semifinal. Era um combate duro, mas plenamente possível de ser superado por conta da qualidade da equipa e do futebol apresentado nas partidas anteriores. Porém, vários fatores começaram a aparecer e Portugal foi perdendo a chance de fazer história ainda na véspera. O jogo estava marcado previamente para o estádio Goodison Park, o mesmo no qual Portugal tinha vencido o Brasil e a Coreia do Norte. No entanto, a FIFA alegou que a partida teria “grande interesse por parte do público” e decidiu, sem consultar os portugueses, mudar o local do jogo para o grandioso Wembley (palco de todos os jogos anteriores da Inglaterra). Além disso, Portugal não pôde contar com os defensores Morais e Vicente, lesionados.
Inglaterra 2 - 1 Portugal
E mais: a equipa, impressionada com as sanções às equipas indisciplinadas e os ataques dos jornais ingleses à “selvageria das equipas sul-americanas” (aqui, lê-se Argentina, por conta do duelo contra os ingleses nas quartas de final), os portugueses trataram de tirar o pé e não foram tão viris como de costume naquele jogo tão importante. Tanto cavalheirismo só podia resultar numa coisa: derrota. Bobby Charlton, craque da equipa da casa, marcou dois golos, Eusébio descontou, de penalti, e a Inglaterra foi para a final, que seria vencida por 4-2 diante da Alemanha. Portugal não jogou absolutamente nada e teve um rendimento muito abaixo do esperado naquele dia. Parecia que a vibração tinha acabado, a vontade de vencer esmaecido e o talento esquecido no hotel. Restava aos encarnados apenas a disputa do terceiro lugar, contra a URSS de Yashin.
[28 de Julho] Na disputa pelo terceiro lugar, Portugal superou a URSS por 2-1, com golos de Eusébio e Torres, e alcançou o incrível bronze naquele Campeonato de 1966.
Portugal 2 - 1 URSS
Na sua primeira participação, a equipa conseguia um desempenho mais do que histórico. No entanto, tanto nos torcedores quanto nos jogadores ficou aquele gosto de decepção. Afinal, com o futebol apresentado, os nove golos de Eusébio (melhor goleador ddo campeonato), e o poder de fogo daquele esquadrão, dava para ter abocanhado, sem dúvidas, a Taça Jules Rimet. Faltou ousadia e raça diante dos ingleses snobs. Uma pena.
Já agora deixo aqui um apelo à participação dos "menos jovens": Se vibrou com a seleção no Mundial de 1966, agradecemos que nos deixe a sua experiência num comentário abaixo :)